Fórum 'Pautar Brasil' termina em Brasília com elaboração da 'Carta Brasil' .


    Na tarde de terça-feira (25), o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM) , reitor João Carlos Gomes, fez parte de uma mesa de debates onde defendeu a obrigatoriedade do diploma para o curso de Jornalismo. João Carlos, que também é reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participou da terceira edição do encontro “Pautar Brasil”, que reuniu cerca de 300 pessoas no auditório Petrônio Portela do Senado Federal, em Brasília (DF), em torno das discussões sobre o tema “O poder das profissões e a responsabilidade dos profissionais”. No encontro, João Carlos Gomes compôs o painel “A exigência de diploma profissional: o caso dos jornalistas e os reflexos nas outras profissões e cursos”, que contou ainda com a presença da professora-doutora Magda Rodrigues da Cunha, diretora da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e representante da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC); do senador Antonio Carlos Valadares (PSB); e de José Augusto Viana Neto, coordenador do Fórum dos Conselhos e Ordens Federais de Profissões Regulamentadas e do Fórum dos Conselhos Regionais de São Paulo.

     

    Em seu discurso durante o painel, João Carlos Gomes destacou os motivos pelos quais o profissional deve ser reconhecido: “Vivemos em uma sociedade complexa, povoada por diversos grupos sociais, na qual circulam informações. Uma das condições que consideramos relevante para o desenvolvimento humano é a qualidade dessas informações nos aspectos que envolvem a relevância, a exatidão e a imparcialidade. Nesse processo está a figura do profissional de jornalismo, com sua sólida formação cultural, domínio do português, senso ético e fidelidade aos fatos. Para cumprir o seu papel com competência, o jornalista precisa saber identificar as falhas sociais com muita precisão, e é nesse ponto que entra a questão da formação universitária”. Ainda de acordo com o reitor da UEPG, a formação universitária do jornalista é o maior diferencial do profissional capacitado. “A graduação em Jornalismo, com o propósito de garantir uma formação na área de humanas, e não meramente técnica, permite ao candidato a jornalista ampliar sua visão de mundo para exercer o poder relativo que possuirá, e também refletir sobre a lógica e os valores hegemônicos na cultura profissional”, assinalou João Carlos Gomes.

     

    CARTA BRASIL

    Ainda na programação do Fórum “Pautar Brasil”, o futuro das profissões, o acesso ao mercado de trabalho e a contribuição dos profissionais brasileiros para uma sociedade socialmente justa e sustentável foram objetos de uma discussão pública entre Conselhos Profissionais Federais e Regionais de todo o Brasil, representantes do governo, profissionais de instituições de ensino e representantes da sociedade civil.

    Para Heitor Kuser, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES), entidade que organizou o evento, o momento foi histórico. “Nunca antes os conselhos profissionais haviam tido a oportunidade de dialogar de forma tão aberta e produtiva com o governo e a sociedade. No Pautar Brasil, tivemos esse espaço”.

    Um dos pontos altos do evento foi a construção de um documento-síntese sobre a posição do Brasil em relação às profissões do futuro e sua contribuição para a sustentabilidade. O documento, batizado de “Carta Brasil”, abre oficialmente a agenda de preparação do Fórum Mundial de Profissões (FMP) que discutirá, em junho de 2010, o futuro das profissões e o papel dos profissionais na questão da sustentabilidade e do impacto de suas atuações no cotidiano das populações no mundo.

    O “Pautar Brasil 2009” foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES) em parceria com o Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas e tem apoio da Associação Brasileira das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (ABRASCIP), da Caixa de Assistência das Profissões (CAP), dos Conselhos Federais de Administração (CFA), Contabilidade (CFC), Enfermagem (COFEN), Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), Corretores de Imóveis (COFECI) e de Técnicos em Radiologia (CONTER).