Governador destaca ações da UEA em municípios do Alto Solimões.

    As ações da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) ganharam destaque no discurso do governador Eduardo Braga durante visita a municípios da Calha do Alto Solimões.

    Em Atalaia do Norte, o governador destacou o Programa de Letramento Reescrevendo o Futuro, desenvolvido pela UEA em parceria com o Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH). “Mais de 50% da população era analfabeta e entre os anos de 2003 até 2008 o programa já atendeu mais de 5 mil pessoas. E agora, em 2009, está oferecendo 300 vagas, com objetivo de resgatar a dignidade de quem não sabe ler, nem escrever”.

    Ao visitar o município de Tabatinga, Braga destacou a qualidade da formação de recursos humanos no interior. “A qualidade dos cursos do interior não deixa nada a dever à qualidade dos cursos em Manaus. Portanto, quem está sendo graduado no interior, está sendo da mesma forma que em Manaus ou em qualquer lugar do Brasil e isso é que é a reposta para a juventude”.

    Com a presença de mais de 100 alunos da UEA, dos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena e Gestão Ambiental, que integra a gama de cursos oferecidos por meio do Programa de Formação científico-tecnológica das populações das áreas protegidas dos municípios do estado do Amazonas, Braga também destacou a presença da universidade no município de São Paulo de Olivença.

    A reitora Marilene Corrêa sublinhou a importância da ação da UEA no interior, como uma política pública, sólida. “Com a oferta de cursos voltados para as especificidades de cada região, com vistas não só ao desenvolvimento sustentável, mas à geração de emprego e renda.

    Evandro Avelino, indígena da etnia Ticuna e aluno do curso de Gestão Ambiental, revelou a satisfação de ter tido a oportunidade de cursar o nível superior. “Assim que terminei o ensino médio, não tinha como estudar em outro lugar, a UEA foi a oportunidade que tive. Agora, posso contribuir com a minha região, na transmissão dos conhecimentos que adquirir ao longo do curso”

    Para a aluna do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, Eranilde Souza, da etnia cambeba, a experiência do primeiro módulo do curso foi positiva e superou as expectativas. “Estou até com um frio na barriga para o próximo módulo, mas vou conseguir, porque para ter uma faculdade é preciso mesmo ter força de vontade, porque é isso o que eu quero e não desisto dos meus sonhos, pois tudo o q a gente quer, com garra., luta e determinação a gente consegue”.