Fonoaudiólogos falam da Gagueira na Escola.

    O Dia Internacional da Gagueira, acontece em 22 de outubro, porém de 19 a 23 do corrente, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), estarão realizando em Maceió e alguns municípios do interior de Alagoas, uma série de atividades dentre as quais podem ser destacadas as oficinas de orientação aos professores das onze escolas do Estado que integram o PSE (Programa Saúde na Escola).

    O objetivo maior da Campanha em 2009 é divulgar e orientar a equipe escolar quanto à importância de saber lidar com as crianças que gagauejam, minimizando o preconceito existente na escola. “Além disto, enfatizaremos a importância de se realizar o encaminhamento ao fonoaudiólogo o quanto antes, pois este profissional fará a intervenção necessária e dará as orientações adequadas para o paciente e sua família”, reforça a fonoaudióloga docente da Faculdade de Fonoaudiologia da Uncisal e coordenadora da Campanha, Michelle Rocha.

    Gagueira

    A gagueira pode ter diversas causas, podendo ser provocada por aspectos motores da fala, fatores genéticos, emocionais, afetivos, cognitivos e lingüísticos, de acordo com as concepções teóricas seguidas pelo profissional. Os sintomas mais comuns da gagueira são as repetições, os bloqueios e as hesitações, que alteram a fluência da fala, além da ansiedade, a frustração por não conseguir falar fluentemente, o medo e a vergonha de gaguejar, dentre outros.

    Além disso, há também o preconceito social que estas pessoas precisam enfrentar por não conseguir “falar como os outros”. Entretanto, é importante ressaltar que nenhum de nós consegue ser um falante fluente em todos os momentos, pois quando estamos diante de situações de tensão também alteramos a fluência da nossa fala.

     É comum que crianças que estão adquirindo sua linguagem, por volta dos 2 aos 4 anos, apresente momentos de gagueira, com repetições e bloqueios. Este tipo de gagueira é chamado fisiológico e não necessita de intervenção específica, pois, se não for reforçada negativamente (ex.: mandar que a criança fale devagar ou respire antes de falar), “desaparece” com o amadurecimento lingüístico da criança.

    Entretanto, se este comportamento disfluente persistir, os pais devem procurar um fonoaudiólogo o quanto antes para que seja feita uma avaliação específica, dadas as orientações necessárias e, se preciso, iniciar o tratamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo for iniciada a intervenção, mais benefícios o paciente terá com o tratamento.

    Neste ano, em Alagoas a Campanha está sendo coordenada por Michelle Rocha, fonoaudióloga docente da Faculdade de Fonoaudiologia da UNCISAL, Conceição Pessoa-Santana, fonoaudióloga da Uncisal e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e Kristhine Calheiros, fonoaudióloga da Secretaria de Estado da Educação (SEE). O movimento do Dia Internacional de Atenção à Gagueira é coordenado, no Brasil, pelo Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), CEFAC Saúde e Educação e Conselho Federal de Fonoaudiologia.