Alunos de iniciação científica participam de Jornada Internacional.

     

    Trinta e cinco alunos que participaram ou participam dos programas de iniciação cientifica da Unicamp foram selecionados para representar a Unicamp na “XVII Jornadas de Jovens Investigadores”, promovida anualmente pela Associação das Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM) que congrega instituições de ensino superior públicas dos países que constituem o Mercosul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O AUGM constitui um espaço acadêmico comum, regional, de cooperação cientifica, tecnologia, e cultural que alem de organizar as Jornadas promove intercâmbios de estudantes entre as instituições que lhe estão agregadas.

     

    O evento acontece de quarta (28) a sexta-feira (30) na Universidade Nacional de Entre Rios, na cidade de Concordia, Entre Rios, Argentina.  Além da Unicamp, o Brasil estará representado pela USP, Uneso e por universidades federais de São Paulo (Ufscar), Minas Gerais (UFMG), Paraná (UFPR), Rio Grande do Sul (UFRGS e UFSM) e Santa Catarina (UFSC). São esperados para o encontro cerca de 300 jovens cientistas dos países envolvidos.

     

    Os representantes da Universidade foram selecionados entre os estudantes de iniciação cientifica que apresentaram os melhores trabalhos no Congresso Interno de Iniciação Cientifica da Unicamp e que receberam menção honrosa e distinção quanto ao mérito cientifico.  Participaram do congresso interno cerca de 1500 alunos. Esses trabalhos foram desenvolvidos dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC), ou financiados por agências de fomento à pesquisa ou ainda produzidos por alunos de graduação com projetos não financiados. Os melhores trabalhos apresentados foram selecionados por um comitê nomeado pela Pró-reitoria de Pesquisa da Unicamp.

                 O grupo de estudantes, que parte nesta segunda-feira (26) para a Argentina, é coordenado pela professora Kátia Stancato, da Faculdade de Ciências Médicas. Ela entende que constituem os principais objetivos das Jornadas promover a divulgação e a troca de conhecimentos desenvolvidos por esses jovens em suas universidades - que de alguma forma divulgam o que está sendo feito nelas; promover o relacionamento entre esses jovens cientistas da America; e facilitar frutíferos intercâmbios. Entusiasta da participação dos jovens pesquisadores da Unicamp, onde está há trinta anos, ela diz que todos ganham muito: participantes, instituições e países envolvidos. A professora lembra que a divulgação e a facilitação das possibilidades de intercâmbios são realizadas pela Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori) da Unicamp.
    Os representantes da Universidade foram selecionados entre os estudantes de iniciação cientifica que apresentaram os melhores trabalhos no Congresso Interno de Iniciação Cientifica da Unicamp e que receberam menção honrosa e distinção quanto ao mérito cientifico.  Participaram do congresso interno cerca de 1500 alunos. Esses trabalhos foram desenvolvidos dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC), ou financiados por agências de fomento à pesquisa ou ainda produzidos por alunos de graduação com projetos não financiados. Os melhores trabalhos apresentados foram selecionados por um comitê nomeado pela Pró-reitoria de Pesquisa da Unicamp.

     

    Alguns dos trabalhos

     

    Os 35 representantes da Unicamp provêm das mais variadas áreas. As apresentações serão orais  ou na forma de pôsteres. Na opinião dos selecionados, o encontro tem interesse cientifico, mas não deve ser esquecida a interação que propicia entre estudantes e universidades e até a difusão de conhecimento entre as várias áreas, o que o faz inclusive importante pelo caráter interdisciplinar.  Para os componentes do grupo, é a possibilidade de troca de idéias e resultados, de contatos com alunos e professores de outras culturas, de intensificação de intercâmbios e estágios e a oportunidade de ampliação de projetos.

     

    Priscila Souza de Oliveira, aluna do quarto ano do curso de Ciências Sociais, diz que mesmo antes de entrar no PIBIC participou de intercâmbio durante seis meses na Argentina, onde cursou não só disciplinas especificas do seu curso, mas também da área de artes, que atendem aos seus interesses futuros. Ela considera “muito importante essa interdisciplinaridade que me permitiu ampliar os horizontes para a pesquisa”. Mesmo com essas experiências, e talvez até por causa delas, ela acha que sua participação nas próximas Jornadas terá um peso grande na sua produção cientifica.

     

    Com formação em enfermagem, Ana Carolina Gaban vê com entusiasmo a convivência cultural, tanto com universidades brasileiras como estrangeiras. Ela viveu a rica experiência de participar de um grupo, com mais duas psicólogas, orientado pela professora Kátia, que investigou os fatores de proteção e de risco de álcool e tabaco no âmbito escolar de alunos de onze anos, brasileiros e espanhois, em projeto  realizado conjuntamente com um grupo de pesquisadores da Espanha. Ana Carolina apresentará um estudo comparativo entre os resultados obtidos nos dois países e proporá soluções para minorar os problemas com álcool e tabaco que se revelam cruciais na faixa estaria estudada.

     

    Bacharelada em física o ano passado, Camila Hitomi Murata apresentará trabalho desenvolvido na área de física médica. Ela sintetizou nano partículas de ferro e adicional a células tronco. As propriedades magnéticas do ferro permitem que a distribuição e absorção das células pelo organismo possam ser determinadas por ressonância magnética, o que tem muito interesse na física médica.

     

    Ganhadores do prêmio de mérito cientifico, no congresso interno de 2008, a farmacêutica Daiana Suelen Machado e o engenheiro de computação Luciano Antonio Frezzatto Santos, participaram da Jornada Nacional de Iniciação Cientifica que se realizou dentro do último encontro da SBPC em Manaus, em julho, que consideraram altamente positiva e aguardam com expectativas maiores ainda as Jornadas. Daiana apresentará um biosensor que desenvolveu para determinação de salicilatos presentes em uma série de medicamentos não controlados e que podem provocar intoxicação em pacientes que precisam ingeri-los diariamente. O micro dispositivo, de baixo custo porque é possível de ser produzido em escala, possibilitará análise remota, através de uma gota de sangue, em poucos segundos e barata, a exemplo do que já ocorre com o controle do diabetes.  Atualmente as análises para determinação de salicilatatos levam de 4 a 6 horas. Luciano desenvolveu processo para determinar como se dá a distribuição de micro-sensores espalhados por uma área e como agilizar o fluxo de informações minimizando o consumo da rede.

     

    A bióloga Daniele Ramos apresentará um estudo sobre a dispersão de sementes em mata Atlântica em restauração, comparando áreas replantadas com aquelas de difícil acesso em que se desenvolveu o chamado capoeirão.  Em relação à mata Atlântica, ela afirma que as contribuições dos demais países do Mercosul são pequenas.