Palestra com Americano aborda o estimulo de exercícios.

    Durante a palestra, o Professor Carl Gabbard da Texas A&M University deu enfoque à importância do desenvolvimento da criança com relação às atividades físicas

     

    “Todos nós temos algo em comum”. Foi assim que o professor Carl Gabbard, PhD, iniciou a principal ideia de sua palestra: “The Role of Movement in Brain and Motor Development” (O papel do movimento para o desenvolvimento do cérebro e motor). O assunto foi abordado no Iº Congresso Internacional de Desenvolvimento da Criança, na tarde desta segunda-feira (16), no Espaço Integrado de Artes, na Unisul de Tubarão.

     

    Segundo o professor, o cérebro não se desenvolve apenas quando estamos ficando mais velhos. Quando estamos no período crítico, ou seja, de 0 a 4 anos, é preciso estimular o cérebro com experiência motora. A atividade física é fundamental para o desenvolvimento da criança, e este período crítico é a idade chave.

     

    O professor conta que crianças que não brincam, como por exemplo, as de Orfanato, adquirem menos conhecimento que uma criança que tem, pelo menos, o hábito de brincadeiras em playground ou jogos. Carl afirmou que nós nascemos com um número de neurônios e precisamos fazer conexões entre eles. O estímulo ao movimento na idade de 0 a 4 anos, ajuda no desempenho escolar, principalmente na leitura e na matemática, na vida social e particular da criança. Até os 10 anos, existem certas dificuldades para se fazer as conexões, mas ainda assim se torna um período importante para o desenvolvimento.

     

    Benefícios como o “efeito calmante”, ou seja, um bom descanso e capacidade de concentração também são essenciais para o desenvolvimento. “A auto-estima, o posicionamento e o fluxo sanguíneo, que se torna melhor através de exercícios aeróbicos, também fazem parte. Este benefício também pode servir para crianças hiperativas”.

     

    Ele ainda afirma que para fazer com que crianças que perderam o hábito de práticas exercícios, voltem a fazê-los, é muito dificil. “Não existe muita coisa que possa se fazer pelo o que foi perdido. É preciso avaliar a criança para ver em que ponto ela está e trabalhar com a continuidade. A genética também pode ser avaliada para a recuperação”.

     

    Para André Luiz Salvalagio da Silva, formando do curso de Educação Física, passar o conhecimento para as outras pessoas também é fundamental. “O professor de Educação Física precisa levar para a escola o conhecimento, atuando e colocando em prática para o bom funcionamento das crianças”, conta.

     

    O coordenador do curso de Educação Física, Moacir Juncklaus, afirma que esta palestra também serve para todos os profissionais da área da saúde. “A importância é mostrar que não se consegue trabalhar com criança se não houver conhecimentos específicos. É preciso conhecer como um todo, a parte psicológica e afetiva. Não se obtém um melhor desenvolvimento sem um trabalho em equipe”.

     

    Na palestra também foram mostradas pesquisas e dados e sanadas algumas dúvidas de alunos e participantes.

     

    O Congresso Internacional de Desenvolvimento da Criança ainda tem palestra nessa segunda a noite e programação durante toda terça (17) < http://www.unisul.br/eventos/integra-eventos.html?eventosId=7252>