Pesquisa da Unimontes sobre doenças crônicas será referência para políticas públicas.

     

     

    Os fatores de risco sobre as doenças crônicas não transmissíveis são objeto de uma pesquisa iniciada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) junto à população do município e que vai orientar as políticas públicas voltadas à prevenção.

     

    O levantamento sobre o “Perfil Epidemiológico dos Fatores de Risco para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis” é coordenado pelo departamento de Enfermagem, vinculado ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). O projeto recebeu recursos do Ministério da Saúde no montante de R$ 100 mil. A iniciativa conta, também, com o apoio do Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros.

     

    Participam do projeto de pesquisa as professoras Rosângela Barbosa Chagas e Orlene Veloso Dias, do departamento de Enfermagem; e o professor Antonio Prates Caldeira, do departamento da Saúde da Mulher e da Criança, além das enfermeiras Andréia Andrade, Cândida Pimenta e Ludmila Pereira (Secretaria Municipal de Saúde), a fisioterapeuta Maria Fernanda Loyola e o nutricionista Ronaldo Coimbra, da Secretaria de Estado de Saúde.

     

    O trabalho de campo foi iniciado em maio, com a participação de 10 acadêmicos - Enfermagem (7) e Odontologia (3). As atividades deverão ser concluídas dentro de 12 meses. De acordo com a professora Orlene Veloso Dias, o objetivo geral da pesquisa é levantar o comportamento dos moradores em relação aos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis.

     

    “Serão questionados, por exemplo, se os entrevistados fazem uso do álcool e do fumo ou se praticam atividades físicas”, explicou a professora. Também serão verificados os hábitos dos portadores de doenças crônicas, levantando como era o comportamento deles antes se manifestarem os sintomas das moléstias.

     

    Ela informou também que, após a tabulação, serão enviados relatórios da pesquisa para as Secretarias de Saúde do estado e do município e para o Ministério da Saúde, a fim de subsidiar as novas ações para o setor. Nesse sentido, a professora Orlene Veloso ressaltou que, além de contribuir para a melhoria das condições de vida e da própria assistência à população, o estudo vai proporcionar a economia de recursos. “O tratamento das doenças crônicas representa gasto elevado para o Sistema Único de Saúde. Se forem prevenidas, os custos com o tratamento serão menores”, lembrou.

     

    Na pesquisa sobre o “Perfil Epidemiológico dos Fatores de Risco para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis” serão entrevistadas aleatoriamente 2,2 mil pessoas, entre 18 a 60 anos, na sede e na zona rural do município. “É importante que os moradores recebam bem os entrevistadores, devidamente capacitados e identificados com o crachá da universidade”, acrescentou.