UEMS apresenta sua produção em reunião da SBPC em Natal.

     

    Cerca de 40 representantes da UEMS entre acadêmicos, professores e técnicos administrativos participaram da 62ª Reunião anual promovida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Dentre os acadêmicos estavam alunos de Enfermagem, Química, Física e Pedagogia.

     

    O prof. Marcos Antônio Nunes de Araújo e a servidora Kátia Queiroz Jeronymo, que os acompanharam e registraram a participação dos acadêmicos em palestras e mini-cursos, além da apresentação de seus pôsteres, afirmaram que “a UEMS teve uma grande participação no SBPC”. Para levar os participantes da UEMS, a reitoria providenciou um ônibus, por meio da PROEC.

     

    O evento acabou no dia 30 de julho, com público estimado em 15 mil pessoas/dia. Na abertura do evento o anfitrião da maior conferência científica do Brasil, Marco Antônio Raupp o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), defendeu mais investimentos em institutos de pesquisa que possam aliar o conhecimento acadêmico às necessidades econômicas do país.  “Ainda é muito reduzido o número de empresas que investe em pesquisa. Sem isso elas não inovam, perdem produtividade e correm o risco de serem ultrapassadas pela concorrência internacional.”

     

    De acordo com Raupp, o Brasil já tem bons exemplos de áreas econômicas que se desenvolveram graças ao investimento em ciência, e é necessário replicar essas experiências.“O sucesso do agronegócio brasileiro se deve enormemente à Embrapa. No petróleo, o que dá competência à Petrobras para que ela seja referência mundial em águas profundas é o seu centro de pesquisas. Na aeronáutica, o exemplo é a Embraer, criada com suporte do Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA) e do InstitutoTecnológico da Aeronáutica (ITA), e hoje é a terceira maior fabricante de aviões do mundo.”

     

    Para o presidente da SBPC, é necessário criar ‘novas Embrapas’ para a Amazônia, para a exploração do mar, para o desenvolvimento do Semi-Árido e para os setores industrial, elétrico, farmacêutico e microeletrônico.

     

    No encerramento da reunião, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou sobre a importância do Enem para tirar a sobrecarga dos professores do ensino médio, que precisam se preocupar com muitos vestibulares para que o aluno ingresse na Universidade, não aprofundando conceitos muitas vezes importantes. Por acreditar nesta proposta de avaliação unificada, que a UEMS aderiu ao Sistema de Seleção Unificada, que começa a valer já a partir deste ano.