UEPB tem quatro projetos de Extensão aprovados pelo Governo Federal.

     

     

    A Universidade Estadual da Paraíba, através da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEAC), acaba de aprovar quatro projetos de Extensão, a serem executados pela UEPB em prol da comunidade, por meio do Ministério da Educação (MEC) do Governo Federal. Os projetos foram submetidos a editais em 2010 e o valor dos financiamentos soma quase R$270 mil.

     

    Três deles foram aprovados em editais lançados pelo Programa de Extensão Universitária (ProExt) do MEC, que objetiva apoiar as instituições públicas de ensino superior no desenvolvimento de iniciativas que contribuam para a implementação de políticas públicas, com ênfase na inclusão social. Os financiamentos desses três projetos excedem a ordem de R$170 mil.

     

    O quarto projeto, por sua vez, receberá do Governo Federal R$99 mil, após ter sido apreciado através do edital do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) - autarquia federal vinculada ao MEC que tem como missão prestar assistência técnica e financeira, além de efetuar ações que promovam educação de qualidade a todos.

     

    Segundo a pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, professora Maria Aparecida Carneiro, o nível de aprovação de projetos da UEPB em 2010 é equiparável à Universidade de São Paulo (USP), uma das maiores do País, que obteve igual  número de aprovações pelo Governo Federal no ano passado.

     

    Ela ressaltou, ainda, a importância destas aprovações para a Universidade: “Ter projetos aprovados no ProExt e pelo FNDE significa um maior fortalecimento da UEPB no contexto das instituições públicas, bem como diante do próprio MEC, que vem reconhecendo o trabalho realizado pela Universidade Estadual. Além disso, resulta em mais formação para os nossos alunos”.

     

    Parte dos recursos disponibilizados pelo MEC será utilizada para o pagamento de bolsas aos estudantes diretamente envolvidos com as pesquisas. Além dos graduandos da UEPB, que estão sendo capacitados para a prática da pesquisa acadêmica, os projetos beneficiarão diferentes sujeitos, a exemplo de líderes comunitários, estudantes dos níveis fundamental e médio, agricultores, pescadores, pequenos produtores agrícolas, entre outros.

     

    Mais sobre os projetos aprovados

    O primeiro projeto aprovado, “Capacitação e assessoramento para a implantação de um complexo aquícola na comunidade rural Alagamar, no contexto de uma cadeia produtiva de tilapicultura”, é coordenado pelo professor do Departamento de Biologia José Ethan de Lucena Barbosa e acontecerá em comunidades rurais do Cariri paraibano, em especial no município de São João do Cariri.

     

    “Formação em Educação Ambiental: estratégia para Sustentabilidade Territorial” é o segundo projeto contemplado. Coordenado pela professora oruinda do Departamento de Biologia, Mônica Maria Pereira da Silva, destina-se aos graduandos dos cursos de Licenciatura da UEPB (Química, Física, Biologia, Pedagogia e Matemática), além de líderes comunitários, educadores, agentes de saúde e gestores públicos.

     

    O terceiro e último projeto aprovado pelo ProExt do MEC, “Banquete Psicológico nas escolas públicas: o cinema e a logoterapia dialogando sobre o sentido da vida”, terá como sede escolas públicas campinenses, dos bairros da Prata, Palmeira, Bodocongó e Liberdade, sob a coordenação do professor Gilvan de Melo Santos, advindo do Departamento de Psicologia. No total, 700 jovens do ensino médio de instituições públicas estaduais serão beneficiados com os serviços oferecidos.

     

    O quarto projeto aprovado é intitulado “Escola que protege” e conta com recursos diretos do FNDE. Coordenado pela própria PROEAC, tem como cerne favorecer o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação do “Escola que protege” ocorrerá em escolas públicas municipais de oito municípios paraibanos (Campina Grande, Lagoa Seca, Guarabira, Queimadas, Monteiro, Sumé, São João do Tigre e Zabelê), formando professores e educadores para detectar, denunciar e orientar famílias, crianças e adolescentes em situação de risco contra a exploração e o abuso sexual.