Reitoria da UEPB recebe planos museológico e museográfico das equipes Borsoi e Oscar Niemeyer para os novos museus da Instituição.

     

            À Reitoria e Administração Central da Universidade Estadual da Paraíba, foram apresentados, na terça-feira (29), os planos museológico e museográfico do Museu de Arte da UEPB e Museu de Arte Popular da Paraíba, ambos da Instituição. A apresentação ficou a cargo da Equipe Borsoi Arquitetura e contou com a participação da reitora Marlene Alves, de vários pró-reitores e coordenadores da Universidade, além da presença dos arquitetos Luiz Marçal Neto e Cydno Silveira, do Escritório de Arquitetura de Oscar Niemeyer no Rio de Janeiro.

     

    O Museu de Arte da UEPB localiza-se no Bairro do Catolé, em Campina Grande, e está em fase final de acabamento. É um projeto de Acácio Gil Borsoi (1924-2009), aclamado arquiteto carioca. O Museu de Arte Popular da Paraíba é assinado pelo conhecido arquiteto Oscar Niemeyer. Ficará às margens do Açude Velho, cartão postal da cidade e encontra-se em fase de construção, que está sendo supervisionada pelos arquitetos do escritório de Niemeyer.

     

    Assim, o Museu de Arte da UEPB está com sua estrutura física praticamente pronta. Porém, como reforçou a reitora Marlene Alves, o que a Instituição quer inaugurar é o Museu e não o prédio. “O Museu se constitui de forma completa, com o acervo, paisagismo, mobiliário, curadoria. E são esses aspectos que discutimos neste momento. É mais uma etapa no processo de construção do Museu”, relatou a professora.

     

    Após esta apresentação, passou-se ao plano museográfico do Museu de Arte Popular da Paraíba, projeto apelidado de “Museu dos Três Pandeiros”, devido a sua forma arquitetônica. A ideia é que os três espaços (ou pandeiros) sejam divididos em: sala 1 - exposição de artesanato; sala 2 - exposição da música, e sala 3 – exposição de cordel, cantoria e xilogravura.

     

    Mário Santos, um dos arquitetos da Equipe Borsoi Arquitetura (Recife-PE), ao comentar o espaço dedicado ao artesanato, disse que o plano era fugir do lugar comum da exposição “obra, legenda, iluminação”. “Precisamos de algo mais lúdico e interativo, a fim de atrair também os jovens. Precisamos trazer a juventude para dentro dos museus e estes são apelos importantíssimos”, disse. Algumas das características de atração citadas pelo arquiteto foram efeitos de renda refletidos e sound tubes (ou tubos de som), projetando sons da terra no espaço das exposições.

     

     

    Mais sobre Museologia e Museografia

    Museologia é a área do conhecimento dedicada especialmente à administração, manutenção, organização de exposições e eventos em museus. Os primeiros museus eram um “amontoado” de objetos sem relação entre si, sem nenhuma classificação ou ordenação, que praticamente não transmitiam nenhuma informação.

     

    Somente no fim do século XIX, o Museu de História Natural de Londres exibiu seus objetos ordenados cientificamente. Durante o século XX, as técnicas de exposição foram incorporando os avanços da comunicação e da ciência da informação, havendo hoje museus que fazem uso de multimídia. A Museologia hoje trata desde as técnicas de restauração, conservação, acondicionamento e documentação do acervo até a preparação de mostras, exposições e ações culturais. Já Museografia é o conjunto de noções técnicas necessárias à apresentação e à boa conservação das obras e objetos do acervo dos museus.

     

    Museologia pode ser definida também como a ciência do museu: estuda sua história, a razão de ser, função na sociedade, sistemas de pesquisa, educação e organização, relação com o meio ambiente físico, a classificação dos diferentes tipos de museus e os sistemas de estudos das culturas. Quer dizer que estuda os métodos e sistemas mais eficientes para materializar esses aspectos.

     

     O Conselho Internacional de Museus (ICOM) define Museografia como as técnicas e procedimentos do fazer museal em todos os diferentes aspectos (construção, catalogação, organização e instalação dos fundos-orçamentos). É a técnica especializada, já que expressa os conhecimentos museológicos por meios técnicos se refere especialmente ao continente do museu (sua arquitetura) e o conteúdo (o ordenamento das instituições científicas do museu).