Equipes do Governo e da UERR participam de expedição ao baixo Rio Branco-Jauaperi.

      

    Uma expedição liderada pela Universidade Estadual de Roraima (UERR) esteve semana passada no baixo Rio Branco-Jauaperi-Jufari para conhecer as demandas das populações ribeirinhas e começar atividades de pesquisa.  A intenção é levar cursos de graduação e iniciar ações de conservação e desenvolvimento local. Representantes do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima) também participaram da viagem.

     

    O centro da expedição aconteceu em uma reunião na  vila Xixuaú, localizada no Rio Jauaperi, fronteira com o Amazonas. O reitor da UERR, Hamilton Gondim, destacou o interesse da Universidade Estadual de Roraima na elaboração de uma proposta ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econôico e Social (BNDES), composta por dois eixos: infraestrutura para pesquisa no baixo Rio Branco e elaboração e proposição de uma legislação estadual de serviços ambientais.

     

    A Universidade Estadual possui atualmente três projetos de pesquisa em andamento: um financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), um pelo Ministério da Pesca e outro pelo Ministério de Desenvolvimento Social.
    A bióloga Juliane Marques de Souza, professora da UERR, desenvolve o projeto que avalia a relação do uso das comunidades com os recursos naturais. “As comunidades do baixo Rio Branco moram em uma área isolada e ja desenvolvem ações de conservação e desenvolvimento local sendo um excelente campo para pesquisa e extensão em Roraima”, destacou a bióloga.

     

    Outro projeto em andamento é do professor Thiago José Alves, do curso de Turismo, objetiva entender a cadeia produtiva local do turismo de mulheres que vivem principalmente da pesca e da agricultura de subsistência. Ele explicou que esses projetos podem resultar na criação de pólos de Turismo no baixo Rio Branco, “uma vez que a atividade turística poderá atuar como base de sustentação para as atividades tradicionais como o extrativismo.”

     

    A presença da UERR nesses locais tem atraído a atenção de investidores privados, como o diretor da empresa Biofílica, Plínio Ribeiro, que também participou da expedição. “Nossa proposta é construir um modelo de gestão dos recursos naturais que está em parte baseado na valorização e comercialização dos serviços ambientais da região. Acreditamos que o Estado irá se inserir no contexto global de uma nova economia florestal e fazer crescer o grande potencial socio-ambiental da região, que é único na Amazônia”, afirmou.

     

    A pró-reitora de Extensão da UERR, Maria das Neves Magalhães, ao tratar do tema Educação e dos propósitos da Universidade Estadual de Roraima, disse que a intenção é oferecer em 2012 o curso de Pedagogia modular em Santa Maria do Boiuaçú, para os professores da região do baixo rio Branco, que não dispõe de curso superior. “Uma das preocupações da Universidade Estadual é melhorar o ensino básico em todo o estado e estamos chegando às localidades mais distantes”.