Fortalecimento entre academia, empresa e governo é tema de palestra no 52° Fórum da Abruem.


    “Tríplice Hélice – fortalecimento entre Academia, Governo e Empresa”. Esse foi o tema da palestra proferida na manhã desta sexta-feira (19), pelo Coordenador Geral de Cooperação Internacional – CNPq, Manuel Marcos Maciel Formiga. A apresentação aconteceu no auditório do Pestana Resort Hotel, como parte da programação do 52° Fórum Nacional de Reitores da Abruem.

    O termo Tríplice Hélice foi adotado em meados dos anos 1990, por Henry Etzkovitz, para descrever o modelo de inovação com base na relação governo-universidade-indústria. Somente através da interação desses três atores, segundo ele, seria possível criar um sistema de inovação sustentável e durável na era da economia do conhecimento.

    Nesta relação, enquanto as empresas participam com conhecimento de mercado e demanda de novas criações, as universidades apresentam conhecimento latente aguardando oportunidades de uso e desenvolvimento. Já o governo entraria fornecendo suporte, seja política ou financeiramente, para a realização de projetos.

    Com base nesse modelo, a participação decisiva do governo visa fomentar a interação entre as universidades e centros de pesquisa, que são responsáveis por gerar o conhecimento, e as empresas e indústrias que, por outro lado, devem se incumbir do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Dessa forma, os investimentos realizados com recursos públicos retornam para a sociedade na forma de novos produtos, empregos, alternativas de renda, geração de riqueza e melhoria da qualidade de vida.

    Segundo o palestrante, no Brasil, por exemplo, uma das maiores dificuldades para a efetivação da Tríplice Hélice é aproximar os centros de ensino e pesquisa do setor produtivo. Contudo, ele aponta como uma ferramenta de fundamental aproximação entre esses atores os denominados Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), que estão presentes em universidades e centros de conhecimento. “O papel desses núcleos é servir como porta de entrada das empresas no ambiente acadêmico”, destacou.

    Manuel Marcos Maciel Formiga disse ainda que essa parceria entre academia, empresas e governo pode render muitos frutos, e é dela que depende o futuro do ensino superior. “A utilização de instrumentos para incentivar a cooperação indústria-universidade-governo pode levar a uma situação de ganho para toda a sociedade. No caso das universidades, por exemplo, elas são beneficiadas com a atualização de seus programas de ensino e pesquisa ao contexto de competitividade, acesso aos recursos financeiros e experiências reais para o corpo docente e alunos”, exemplificou.