Exposição da UEMS chega a 50 mil pessoas em quatro anos

    “Do Mito ao Hubble” usa Astronomia para popularização da ciência em MS

    Fonte: Imprensa UEMS

    Após quatro anos de estrada, a Exposição "do Mito ao Hubble" da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), chega ao fim. Na última semana, foram realizadas as duas últimas exposições em Nova Alvorada do Sul e Jardim, respectivamente, onde foram atendidos cerca de 1.200 estudantes, em um total de 32 seções. Durante todo período do projeto, a exposição chegou a mais de 50 mil pessoas, passando por 18 cidades do Estado.

    Segundo o criador e coordenador do Projeto Saturno, Edmilson de Souza, "a UEMS é pioneira, no Estado, em popularização da ciência por meio de ações itinerantes de educação não-formal, usando como objeto a Astronomia. Esse conhecimento que na educação formal não possui um profissional específico, e, na maioria das vezes é ensinado por professores que não tiveram em sua formação inicial nenhuma experiência direta com a área, é também uma das ciências mais antigas da civilização (influenciando a política, a economia e cultura de muitos povos)", explica.

    A Astronomia exige de seu público o despertar para um forte senso crítico e racional a cerca da realidade. De acordo com Edmilson de Souza, “Olhar para o céu e ver esses mundos distantes que não podemos tocar com as pontas dos dedos, longe de ser somente um exercício lúdico e romântico, nos permite melhor entender e tocar nosso próprio mundo”, diz.

    O Projeto Saturno abrange ações permanentes de extensão que promovem a compreensão em Astronomia, auxiliando a chamada Alfabetização Científica, voltada à população em geral. Entre essas ações, a exposição “Do Mito ao Hubble” foi uma das que mais alcançou público, com mais de 1.700 seções.


    Sobre a exposição

    A exposição é formada por 4 módulos, que exigem do visitante um tempo médio de 90 minutos para circular em tudo. O primeiro módulo é um passeio pelas histórias mitológicas dos povos indígenas e sua relação com o Sol, que é realizada em um observatório solar indígena portátil e explicada pelo também professor da UEMS, Paulo Souza da Silva, ou um de seus orientados.

    O segundo módulo é formado por uma seção de 10 painéis, com imagens e atividades propostas aos visitantes, para refletirem sobre diversos temas, que tratam da evolução dos meios de observação do céu, a participação tanto do homem quanto da mulher no espaço, e finalmente o paradigma da observação moderna, o telescópio espacial Hubble.

    O terceiro módulo é formado por diversos equipamentos de observação do céu, como telescópios de baixa capacidade até alguns que podem pesquisar o céu profundo. Também, compõe esse módulo, réplicas de equipamentos de observação utilizados na idade média e na época dos grandes descobrimentos marítimos.

    E, o último e mais importante módulo que é o Planetário Móvel, que explora, através do ensino do movimento das estrelas ao redor do polo sul celeste, como determinar a localização, horas da noite e estações do ano, além de um pouco de mitologia indígena e grega.

    “As seções têm como ponto de partida o pressuposto da relação estreita entre emoção e aquisição de conhecimento para os participantes”, afirma Edmilson de Souza, que é o responsável pela montagem dos módulos da exposição.

    Projeto

    Uma nova exposição está sendo montada pelo Núcleo de Divulgação Científica da UEMS, e será parte da dissertação do mestrando, Thiago Borges de Oliveira, do programa de Educação Científica e Matemática da UEMS, que pretende avançar na compreensão dos processos de ganho cognitivo em espaços de educação não-formal.

    O trabalho de conclusão de curso do acadêmico de Engenharia Física da UEMS, Reginaldo de Oliveira, também influenciará na próxima etapa da exposição. A pesquisa abordará alguns rudimentos conceituais para melhor compreender o chamado ambiente de aceitação (ou ambiente facilitador), que, no caso do planetário trata da abertura dos trabalhos.

    O professor Edmilson de Souza enfatiza a importância do financiamento do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e as diversas parcerias com Prefeituras de MS e iniciativa privada para a realização das ações de popularização da ciência, “as experiências cunhadas no Projeto Saturno serão fundamentais para o planejamento das ações institucionais da UEMS em 2016, através da Assessoria de Popularização da Ciência e Apoio ao Desenvolvimento Educacional (ACADE), finaliza.