Entidades científicas defendem novo marco legal de Ciência, Tecnologia e Inovação

     

    Fonte: Jornal do Brasil, em 16/12/15

     

    Em 2011 começou no Congresso Nacional o processo de revisão do marco regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Pela importância do tema, dezenas de entidades da sociedade civil se envolveram e participaram ativamente das discussões para aperfeiçoamento da proposta em tramitação (PL 2177/2011 inicialmente na Câmara, PLC 77/2015 atualmente no Senado). Foram quatro anos de intensos debates em diversas reuniões, audiências públicas e seminários. 

    É de conhecimento de todos que a Ciência, Tecnologia e Inovação são alicerces para o desenvolvimento econômico e social de um país. Está comprovado que investimentos nessas áreas colocam o país num novo patamar no cenário internacional, aumentando sua competitividade, a perspectiva da cooperação científica e tecnológica e a capacidade de inserção numa economia cada vez mais intensa em conhecimento.

     Há consenso, portanto, de que o Brasil precisa modernizar seu marco legal para assegurar o avanço da ciência, o desenvolvimento tecnológico e o estímulo à inovação. E é neste sentido de que as entidades da sociedade civil, entre outras, unem-se nesta Aliança para defender a imediata aprovação e sanção do novo marco legal.

     O novo marco legal – já aprovado na Câmara e nas Comissões do Senado – irá permitir maior aproximação entre pesquisadores e empresas, setor público e privado, desburocratizando a gestão dos seus projetos e criando ambientes propícios para a inovação, por meio de diversos mecanismos específicos e da retirada de gargalos e restrições que dificultavam essa interação.

    O Brasil está em 70o posição no Índice Global de Inovação de 2015 (The Global Inovation Index - Cornell University, ISEAD e WIPO). Tal situação mostra-se muito aquém da posição em que deveria estar, já que tem uma comunidade científica de alta qualidade, um empresariado competente e inovador, além de enfrentar prementes necessidades de expansão da economia. É imperativa uma grande mobilização para responder ao desafio de mudar a realidade atual, na velocidade compatível com o que vem ocorrendo no mundo.

    Cientes da importância deste novo marco legal para o País, as entidades que participam desta Aliança acreditam que a luta em defesa da CTI se confunde com a luta em defesa do futuro de nosso país, de nossa sociedade e de toda humanidade.

    Nestes termos, as referidas entidades, abaixo listadas, subscrevem o presente documento, alinhadas num só e veemente propósito pelo bem do Brasil, em defesa do Novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, sem prejuízo de outras que queiram se juntar ao processo, para que se dê conhecimento público desta iniciativa. 

    ABC – Academia Brasileira de Ciências

    ANM – Academia Nacional de Medicina

    ABIPTI – Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa, Tecnologia e Inovação 

    ABRUC - Associação Brasileira das Universidades Comunitárias

    ABRUEM – Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais 

    ANPEI – Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras 

    ANPROTEC – Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores 

    CONFIES – Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica 

    CONSECTI – Conselho Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I

    CONFAP – Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa

    COPPE/UFRJ – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia 

    CRUB – Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras 

    EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial

    FORPROP – Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação

    FORTEC – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia 

    IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas 

    SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

    SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (*)

     (*) Observação: com inclusão que deixou de figurar na versão definitiva do documento.