Abruem tem novo presidente

    O reitor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, Paraná, Aldo Nelson Bona é o novo presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais. Essa é a quarta vez que um dirigente de uma instituição de ensino superior paranaense assume a presidência da Abruem. A cerimônia de posse foi realizada essa semana, na quarta-feira, 10, em Brasília, cidade onde está localizada a sede da Associação.

    Para a posse, a Abruem reuniu, além dos reitores das 45 universidades associadas, representantes políticos, como prefeitos e deputados; das embaixadas, com as quais a entidade mantém relacionamento em virtude das ações de promoção da internacionalização do ensino superior; e de órgãos federais ligados ao ensino superior.

    Geraldo Nunes Sobrinho, diretor de Programas e Bolsas da Capes, foi a cerimônia representando o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Abilio Baeta Neves. "A nova gestão do professor Abilio tem privilegiado o diálogo com as associações. Nós estamos completamente abertos e interessados em fortalecer essa aproximação, porque é através dela que a gente consegue melhorar a eficiência do sistema como um todo. E a Abruem é de fundamental importância nesse diálogo e no cumprimento dos objetivos da Capes para a pós-graduação e a pesquisa brasileiras".

    Aldo Nelson Bona estará a frente da Abruem pelos próximos dois anos e terá ao seu lado a reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, Bahia, Adélia Pinheiro. Na gestão 2014-2016, Adélia foi a presidente e, agora, após eleição realizada no último mês de maio, os papéis se invertem. Ao passar o cargo, a reitora fez um balanço dos dois anos que esteve a frente da Associação. Ela registrou avanços no processo de internacionalização das instituições, com a realização de duas missões - ao Canadá, em 2015, e ao Reino Unido, nesse ano; a sistematização e efetivação do Programa Nacional de Mobilidade da Abruem; e o fortalecimento das Câmaras Técnicas.

    "Se para alguns dos compromissos que apresentamos aos nossos associados avançamos bastante, para outros, nem tanto", avalia Adélia. "E o mais significativo diz respeito a grande bandeira da Abruem, que é o financiamento federal para a manutenção das universidades estaduais e municipais. Apesar das interlocuções, dos diálogos mantidos, da ação política em diversas frentes, não conseguimos avançar, de maneira a permanecer como foco de enfrentamento e de busca de encaminhamentos para nós".

    E o que Adélia chamou de "grande bandeira da Abruem" continuará norteando os trabalhos da presidência da Associação. Segundo Aldo Nelson Bona, o principal desafio dos gestores da Abruem é a criação e a inserção das universidades estaduais e municipais em um Sistema Nacional de Educação Superior.

    "Uma vez que a incumbência constitucional pela educação superior é da União, nós temos que articular um Sistema Nacional de Educação Superior, em que o governo federal possa aportar recursos ao custeio das nossas universidades como contrapartida aos esforços que estados e municípios fazem para a oferta de educação superior no interior do país", defendeu.

     

    A arma para isso, de acordo com o novo presidente da Abruem em seu discurso de posse, é o fortalecimento da representatividade política da Associação. Para ele, ao torná-la conhecida, simultaneamente, se está destacando o papel das universidades estaduais e municipais para o desenvolvimento do país. "Nós temos, hoje, um sistema que representa em torno de 45% de toda a educação superior pública do país, de toda a produção científica e tecnológica do país. Isso não é pouco! Nós entendemos que o governo federal deve ter um olhar para esta representatividade e um reconhecimento da importância desse sistema, apoiando-o".