Especial 59º Fórum Nacional de Reitores: Em meio à crise de financiamento, avaliação dos programas de pós-graduação passará por mudanças.

    Discussões da Câmara de PG contou com participação de coordenadora da Capes

    Elisa Maria Costa Pereira Thiago, coordenadora-geral substituta de avaliação da Capes, apresentou uma panorama dos critérios de avaliação dos programas de pós-graduação utilizados pela Capes desde sua criação em 1974, enfatizando os parâmetros que serão adotados na avaliação quadrienal de 2017: o impacto do programa de pós-graduação na formação de recursos humanos; a trajetória dos profissionais egressos, atuando para o desenvolvimento social, cultural e/ou econômico da região e do país; e a avaliação da internacionalização dos programas.

    Essa ênfase avaliativa, segundo Elisa, está sendo pensada com o objetivo de estabelecer “ações de melhoria no médio prazo, de modo que os programas adotem projetos para o acompanhamentos dos mestres e doutores egressos; impulsionem a internacionalização; e promovam a integração do PPG com a graduação e com o ensino básico. Outra meta é que os programas consolidados mantenham ou aumentem as atividades de contribuição para os programas iniciais ou em consolidação”, contou.

    Para a avaliação quadrienal de 2017 a Capes – e os mais de 1.700 consultores externos convidados – tomará como base os regulamentos dos programas de pós-graduação; os documentos específicos de cada área; a ficha de avaliação específica para cada tipo de programa (acadêmico, profissional ou profissional em rede); os dados relacionados na Plataforma Sucupira; as planilhas de indicadores (do programa; dos docentes; o fluxo discente; a produção do PPG, dos docentes, dos discentes, e com participação discente); o estudo sobre a contribuição social e inserção dos egressos. “Desse modo, a partir da próxima avaliação, a ênfase estará indo na direção da qualidade de formação dos mestres e doutores no Brasil”, ponderou Elisa.

    Elisa Maria Costa Pereira Thiago, mesmo afirmando não ser essa sua área de atuação na Capes, também tratou dos critérios para distribuição  de bolsas e os instrumentos para  os repasses financeiros para os programas de pós-graduação. Ela também tratou das possibilidades de financiamento externo, citando como exemplos os programas de mestrado profissionalizante, adiantando que um edital de fomento para a abertura de cursos de doutorado profissionalizantes já está em trâmite.