Unimontes vai atender mais uma comunidade quilombola no Norte de Minas

     

    Através do projeto “Zanza Croma”, a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) está ampliando suas ações de assistência junto à população remanescente de escravos do Norte de Minas. A partir de abril serão iniciadas as atividades nas áreas de artes, saúde, cidadania, justiça e lazer na comunidade quilombola de São Félix, no município de Chapada Gaúcha, com a participação voluntária de acadêmicos e professores, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Extensão, através das Coordenadorias de Extensão Comunitária e de Extensão Cultural.
     
    As inscrições de acadêmicos e professores interessados em participar do projeto foram feitas até o último dia 14, junto à Pró-Reitoria de Extensão (prédio da Reitoria), no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro. Serão selecionados 27 acadêmicos de nove cursos de graduação, sendo três de cada área específica: Teatro, Música, Artes Visuais, Direito, Enfermagem, Medicina, Odontologia, Ciências Sociais e Serviço Social. Há dois anos, a Unimontes já desenvolve outro projeto – ‘Negros do Norte de Minas’ -, atendendo a comunidade quilombola na microrregião da Serra Geral.
     
    Além do apoio institucional, o projeto “Zanza Croma” conta com recursos liberados pelo Ministério da Educação, através do Programa de Apoio à Extensão Comunitária (Proext). O principal objetivo é a promoção de ações articuladas de atenção à comunidade quilombola São Félix, nas áreas de valorização e mapeamento cultural, prevenção de doenças, promoção da saúde, educação, direitos humanos e justiça social, “permitindo colocar o conhecimento produzido e adquirido na Universidade a serviço da população”.
     
    O projeto “Zanza Croma”, na comunidade de São Félix, será desenvolvido até outubro. Quinzenalmente, com saída às sextas-feiras e retorno aos domingos, as equipes de professores e acadêmicos estarão dedicadas às atividades nas áreas de saúde (atendimento clínico geral, atendimento ginecológico, palestras sobre higiene, aferição de pressão, teste de glicemia, orientações sobre saneamento básico), direitos humanos (legitimação de terras, dinâmicas de cooperação coletiva - crianças, adolescentes e adultos -, oficinas de valorização da identidade cultural e racial, ações que incentivem o desenvolvimento sustentável para a transformação social da região) e de cultura (levantamento da história oral – lendas e causos –, oficinas de cerâmica e de fibras, oficinas de teatro, oficinas de dança, oficinas de música).