Reitor da UEPG assume presidência da ABRUEM.

        

        A Associação Brasileira de Reitores das Universidades  Estaduais e Municipais congrega 46 instituições de ensino superior e está presente em 20 estados, formando uma rede com cerca de 900 mil alunos regularmente matriculados

          Com mandato até 2010, o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) assumiu em  7 de maio último, a presidência da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), em substituição ao professor Luiz Antônio Arantes, reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que iniciou o trabalho como presidente da entidade em maio de 2007. A eleição de João Carlos Gomes (presidente) e de Antônio Joaquim Bastos da Silva, reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz –UESC (vice-presidente), ocorreu durante a realização do 42º Fórum Nacional de Reitores que se desenvolveu em Teresina (PI), nos dia 13, 14 e 15 de março.


        A solenidade de posse de João Carlos Gomes aconteceu em Brasília (DF), na sede nacional da Abruem (SEUPN, quadra 516, conjunto “D”). Logo após a cerimônia, o Reitor da UEPG realizou a primeira reunião administrativa como presidente da entidade que congrega 46 instituições de ensino superior- 38 estaduais e oito municipais. Referindo-se à responsabilidade de assumir a presidência da Abruem, que está presente em 20 estados brasileiros e com uma rede de cerca de 900 mil alunos regularmente matriculados, João Carlos considera a importância da união de forças das instituições filiadas à instituição para assegurar o seu crescimento, a partir de ações que viabilizem conquistas para a qualidade crescente de suas atividades.


        O reitor João Carlos Gomes foi eleito presidente da Abruem com o consenso dos representantes das 46 instituições de ensino superior filiadas à entidade. Durante a realização do Fórum em Teresina, capital do Piauí, o Reitor da UEPG assinalou a importância de se pensar em novas estratégias para viabilizar investimentos do Governo Federal para as universidades estaduais e municipais que contam com 24% dos alunos matriculados em cursos de graduação. Considerando esses números, João Carlos Gomes destaca a importância das ações das universidades públicas estaduais.

     

    Vocação e Metas

         No discurso de posse, João Carlos Gomes disse que “um reitor é antes de tudo uma caixa de ressonância de anseios coletivos”, assinalando que “essa foi uma das lições que aprendi nos caminhos que me levaram ao segundo mandato como reitor da UEPG”. Do consenso que o levou à presidência da Abruem, ele observa que se trata de uma responsabilidade que se projeta para os próximos dois anos. “Chegar à presidência da entidade como chegamos é a certeza de que, entre nós reitores,  não imperam disputas e sentimentos de competição; e sim de fraternidade”. Também destacou na posse a importante contribuição das universidades estaduais e municipais na difusão e interiorização do ensino superior. “Mais do que nas outras instituições de ensino superior, a nossa vocação, pela natureza de nosso nascimento, é a luta pela democratização do ensino universitário de qualidade”. Nessa direção, João Carlos destaca o empenho pela melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cidades distantes, pela fixação do homem no interior e na contribuição para modificar o perfil socioeconômico das regiões em que se encontram inseridas.

         O discurso de posse de João Carlos Gomes marcou, ainda, a reafirmação de algumas das metas da entidade para os próximos dois anos. A luta da presidência e dos reitores ligados à Abruem se volta para a busca de uma maior participação das universidades estaduais e municipais no orçamento do Governo Federal; a diminuição das exigências que dificultam a entrada dessas instituições na concorrência por recursos de editais de fomento federal; bem como pelo fim da obrigatoriedade da contrapartida por parte das instituições representadas pela Abruem, que podem chegar a até 20% do valor do edital. “A universalidade desses editais não é uma justiça apenas com as universidades filiadas à Abruem, mas com os contribuintes dos 20 estados onde estamos presentes”. Outro ponto assinalado refere-se ao trabalho para a integração interna das instituições filiadas à entidade, a partir da criação de redes em todas as áreas universitárias. “É um caminho para que o diálogo entre as entidades ocorra através de um maior conhecimento de sua estrutura e de sua potencialidade”.

     

    História da Abruem

         A história da Abruem começou em outubro de 1991, em Maringá (PR), quando da realização do XII Fórum de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais Brasileiras. Naquela oportunidade, foi aprovado o estatuto que definiu a presença da Associação como uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos. As 46 universidades filiadas à Abruem atendem a uma população de 900 mil alunos regularmente matriculados. Congregando as universidades estaduais e municipais, a Abruem discute e aprofunda temas prioritários da agenda do ensino superior, para que as filiadas possam decidir ações e metas de interesse comum.

         Como uma importante referência das instituições de ensino superior, a Abruem mantém estreita relação com o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB). Trata-se de um conselho atuante na defesa do aperfeiçoamento da educação superior e na promoção da integração das universidades brasileiras. Várias afiliadas da Abruem participam como membro do CRUB, que mantém dois representantes nas instâncias consultivas da associação. Na presidência da Abruem, assume um dos reitores das universidades filiadas, eleito pelos pares, para um mandato de dois anos. Esta norma estende-se à eleição do vice-presidente. Também fazem parte da instituição o Conselho Pleno (principal instância decisória da associação); Conselho Deliberativo; Conselho Fiscal; e Secretaria Executiva.

     

    João Carlos Gomes (presidente) e  Antônio Joaquim Bastos da Silva (vice-presidente).