ABRUEM participa de Audiência Pública sobre Ensino Superior.

        Quando da presença em Brasília, em 7 de maio, para a solenidade de posse como presidente da Abruem (2008-2010), o reitor João Carlos Gomes (UEPG) recebeu convite do deputado federal Ângelo Vanhoni (PT-PR), para participar de uma audiência pública na Câmara Federal. Como membro permanente da Comissão de Educação e Cultura (CEC), Ângelo Vanhoni destacou a oportunidade da audiência pública para a discussão do “Programa da União para o apoio à consolidação e desenvolvimento das instituições de educação superior mantidas pelos estados e municípios”. Para tanto, a reunião teve como principal objetivo o debate sobre a necessidade de investimentos para a expansão da rede pública de ensino superior.

         Durante a reunião na Câmara Federal, destacou-se que essa medida deve contemplar o apoio do governo na criação de um programa específico para promover o aumento de vagas nas universidades estaduais e municipais, a exemplo do que ocorre nas universidades federais a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). A ocasião permitiu, também, a reivindicação do apoio do Governo Federal para o desenvolvimento e financiamento das universidades mantidas por estados e municípios. Na audiência, João Carlos Gomes assinalou a importância da Abruem na representação de universidades que enfrentam diferentes realidades em 20 estados brasileiros. Ele destacou, ainda, a necessidade de se rever a questão da participação das universidades estaduais e municipais nos editais públicos federais.

     

    Diminuição das Desigualdades

         Sobre a preocupação em acabar com a desigualdade educacional no Brasil, Ângelo Vanhoni registrou que apenas 12% (da população de 18 a 24 anos) está matriculada no ensino superior. No caso do Paraná, são seis universidades estaduais, sete faculdades estaduais, seis faculdades municipais e um centro universitário municipal. Esse quadro faz o estado chegar à marca de 85 mil estudantes matriculados em 258 cursos de graduação, 75 mestrados e 19 doutorados. Para diminuição dessas desigualdades, segundo Vanhoni, o MEC vem implantando programas que contam com o apoio e a participação das universidades públicas, como o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que envolve os aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros das escolas públicas da rede municipal e estadual.

         Para Lygia Lumina Pupatto, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), essa integração de esforços permitirá a expansão da educação superior, evitando duplicações e melhorando os investimentos para contemplar demandas não atendidas por outras iniciativas. Ela observou, ainda, o empenho do Governo do Paraná para oferta do ensino superior de qualidade. Na audiência pública, comparecerem representantes do Ministério da Educação (MEC); do Conselho Nacional de Educação (CNE), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Unidme), da União Nacional dos Estudantes (Une), e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CONSECTI).