Governador Roberto Requião assina decreto que autoriza reabertura do Curso de Medicina na UEPG.

     

        Cerca de dois meses após a entrega ao governo do relatório final da comissão que avaliou a viabilidade da reabertura do curso de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o governador Roberto Requião assinou no último dia 11, em Curitiba, o decreto Nº 3.196, com a autorização para que o curso volte a funcionar. Devido ao avanço das obras no Hospital Regional, que já tem 65% da estrutura construída e deverá ser entregue em abril de 2009, e aos maciços investimentos na área da saúde, o reitor da UEPG, professor João Carlos Gomes, já manifestava otimismo quanto à reabertura do curso ainda antes da entrega oficial do relatório. “Depois do excelente trabalho da comissão de avaliação presidida pelo nosso vice-reitor Luciano Vargas, a UEPG está pronta para reabrir o curso, tendo em vista todas as obras e melhorias que estão sendo empreendidas na universidade”, comentou o reitor.

        A aprovação do retorno do curso de Medicina na UEPG é uma das medidas do novo pacote de investimentos na área da educação básica e superior do Paraná, que foi anunciado no início do mês. O anúncio oficial do retorno do curso de Medicina foi feito na reunião da Escola de Governo do dia 5, da qual participou o vice-reitor da UEPG e presidente da comissão de avaliação da viabilidade da reabertura do curso, Carlos Luciano Sant’Ana Vargas. Em declaração feita à Agência Estadual de Notícias logo após a reunião com o governador, a secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Lumina Pupatto destacou a reabertura do curso: “Nós vamos formatar agora os projetos que o governador nos pediu, para que possamos então anunciá-las com mais detalhes”. Para o reitor João Carlos Gomes, o empenho do governador Requião em viabilizar a oferta de um curso de Medicina na UEPG dentro dos critérios de qualidade demonstra o compromisso com as políticas públicas de incentivo à saúde e o fomento à pesquisa e à ciência.

     

    HISTÓRICO E OBRAS

        Com composição através da portaria Nº. 179, de 4 de julho de 2007, a comissão de avaliação da viabilidade da reabertura do curso de Medicina na UEPG teve como membros, além do presidente Luciano Vargas, os médicos César Roberto Busato e José Koehler, professores e representantes da UEPG; Mário Rodrigues Montemor Neto e Ricardo Zanetti Gomes, profissionais representantes indicados pela Associação Médica de Ponta Grossa; e a agente universitária Silviane Buss Tupich, secretária da comissão. Durante os encontros feitos a partir do início do segundo semestre de 2007, a comissão realizou estudos e discutiu as necessidades infra-estruturais e pedagógicas para o funcionamento do curso. O professor Luciano Vargas também visitou algumas universidades do estado com o objetivo de buscar informações que contribuíssem para a finalização do estudo. A UEPG também recebeu, em março, a visita do consultor do Ministério da Educação, José Uereles Braga, médico e docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que auxiliou a comissão na elaboração do relatório entregue ao governo do estado no mês de junho.

        Para o funcionamento do curso, 26 laboratórios serão necessários, dos quais 20 estão prontos, dois precisam de reformas pontuais e quatro ainda terão de ser construídos. A previsão atual é de que, no decorrer dos seis anos em que a primeira turma será formada, R$ 12 milhões serão investidos em despesas com atualização da biblioteca (cujas obras da primeira série já estão todas compradas), material de custeio e pessoal. Ao final dos seis anos da primeira formação, 95 professores trabalharão diretamente com o curso. O Hospital Regional, construído no campus de Uvaranas, já conta com a aplicação de 42% dos R$ 15.830 milhões disponíveis para a sua estrutura física. Resta ainda a fase de acabamentos, que prevê a instalação do sistema de ar-condicionado, além de azulejos, revestimentos, pisos e construção de uma rampa na parte externa. Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e pelo Serviço Social Autônomo Paranacidade, o Hospital Regional terá investimento total de R$ 30 milhões, incluindo a construção, instalação de um pronto-socorro e compra de equipamentos e de leitos para UTI’s. Na sua ação de trabalho, o Hospital Regional (área construída de 13,5 mil m²) terá 150 leitos, dos quais 30 para UTI’s, bem como um pronto socorro para o atendimento de traumas, urgências e emergências, além da previsão de um centro cirúrgico e obstétrico, setor de nutrição, laboratórios e hemodiálise. O Hospital também vai ser um espaço de atendimento para o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma (Siate) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

     

    Decreto do Governador Roberto Requião reabre Curso de Medicina na UEPG