UEPG é classificada no ranking de produção científica brasileira.

     

        O crescimento da pesquisa e da pós-graduação na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) se traduz no resultado do ranking da produção científica brasileira divulgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que destacou as principais instituições públicas, privadas e confessionais do Brasil. Entre as instituições brasileiras, a UEPG ocupa o quadragésimo sétimo lugar no ranking Capes que mede a produção científica das instituições através da base de dados ISI - Institute for Scientific Information, um dos mais destacados na comunidade científica internacional. Na avaliação da produção científica de uma instituição, leva-se em conta o número de artigos publicados em periódicos científicos indexados e a repercussão do trabalho através da medida do número de vezes em que recebe citação.

        A presença da UEPG na lista das principais instituições vinculadas à produção científica brasileira é importante, pois demonstra o crescimento da quantidade e da qualidade da pesquisa científica realizada na instituição. Para a professora Christianne Philippini Ferreira Borges, chefe da Divisão de Pós-Graduação/PROPESP “esse crescimento é resultado de uma política de investimento na qualificação docente, assim como, da melhoria na infra-estrutura para a pesquisa e a pós-graduação conseguida através de recursos de órgão financiadores estaduais e nacionais, tais como, FINEP, CNPq, Capes e Fundação Araucária”.

        Entre 2005 e 2007, a UEPG registrou a publicação de 304 artigos internacionais; 156 artigos nacionais; 14 artigos locais publicados em periódicos científicos com corpo editorial – QUALIS A. No geral, os dados da produção da UEPG apontam a publicação de 620 trabalhos em 2005; 689 (2006) e 686 (2007) somando-se a participação em artigos internacionais, nacionais, locais (QUALIS A, B e C), autores de livros científicos e didáticos, autores de capítulos em livros científicos ou didáticos, trabalhos completos publicados em anais, resumos e patentes.

        A produção acadêmica da instituição registra 650 pesquisas em andamento; 272 alunos de iniciação científica; 183 bolsas de iniciação científica; 45 bolsas de pós-graduação e 16 docentes que são bolsistas de produtividade do CNPq ou da Fundação Araucária.

        No ano de 2007 a produção cientifica vinculada à pós-graduação stricto sensu, mestrados, apresentou dados significativos, foram 253 artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais e 423 trabalhos completos em anais de eventos, o que mostra o crescimento qualitativo e quantitativo da pós-graduação na UEPG.

        Com uma política voltada para a qualificação docente e verticalização, a UEPG encaminhou, em março de 2008, à Capes propostas para implantação de cursos de pós-graduação, em nível de doutorado, nas áreas de Odontologia, Ciências/Física e Química (em associação com a UEL e Unicentro); além de mestrados em História, Ciências Farmaceuticas, Computação Aplicada, Recursos Naturais e Sustentabilidade; e Bioenergia em Associação com várias instituições paranaenses. Segundo o reitor João Carlos Gomes essa é uma das formas de crescimento qualitativo. “A ampliação do número de programas de pós-graduação vai contribuir para o aumento da produção científica”, ressaltou. A pós-graduação Stricto Sensu da instituição conta, atualmente, com a oferta de 10 (dez) cursos de mestrado, Educação, Odontologia, Ciências/Física, Agronomia, Ciências Sociais Aplicadas, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Engenharia e Ciência de Materiais, Química Aplicada, Geografia/Gestão do Território e Ciências Biológicas - Biologia Evolutiva. Como grande parte da produção científica é gerada na pós-graduação a criação de novos cursos levará a uma melhor colocação na UEPG nesse ranking nos próximos anos. Outro fator que merece destaque é a qualificação dos professores da UEPG. Atualmente, a universidade conta com 43,7% do seu corpo docente com o título de doutor. São professores que estão se dedicando à pesquisa, salienta o reitor João Carlos.

     

    BRASIL NO RANKING MUNDIAL

        Esses são dados da Capes baseados indicador SCImago, banco de dados Scopus , as áreas de Educação, Medicina e Agronomia lideram a pesquisa no Brasil. Das 76.719 linhas de pesquisa científica (2006), o levantamento apontou 4.928 (Medicina), 4.363 (Agronomia) e 3.897 (Educação). A área de Educação sai na frente em número de pesquisadores (10 mil) e de grupos de pesquisas. Com base no ranking 2006, o Brasil ocupa a 15ª posição entre os países com maior produção de novos conhecimentos científicos. Os cientistas brasileiros publicaram, em 2007, 26.369 artigos em publicações estrangeiras, ou seja, 1,75% da produção mundial. Esse resultado representa mais da metade de toda a produção científica da América Latina. Na 30ª posição do ranking mundial, o México aparece na segunda colocação em produção científica na região.