Pesquisadores lançam livro sobre mexilhão Perna Perna.

     

    Além do valor comercial, os mexilhões, conhecidos como marisco ou “ostra-de-pobre”, têm sido exaustivamente utilizados em estudos experimentais.

     

        Itajaí/SC – O livro “O Mexilhão Perna perna – Biologia, ecologia e aplicações”, foi editado e está sendo lançado por pesquisadores do Centro de Ciência Tecnológica da Terra e do Mar (CTTMar), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com uma compilação de trabalhos de diferentes grupos de pesquisa no Brasil, incluindo os estudos realizados por pesquisadores de outros países onde a espécie também ocorre. A publicação é da Editora Interciência e o livro pode ser adquirido nas principais livrarias, ou pela internet, pelo valor de R$ 102,00.

        Ele é destinado a pesquisadores e estudantes, servindo como ponto de partida para interessados em estender o conhecimento da espécie e abrindo caminhos novos estudos e de outras espécies de moluscos. Esse mexilhão (Perna perna), é um bivalve também conhecido como marisco ou “ostra-de-pobre”. Uma espécie de ocorrência comum na costa brasileira e um importante elemento da ecologia de águas costeiras.

        Editado por Charrid Resgalla Junior, Laura Isabel Weber e Moises Basílio da Conceição, o livro possui linguagem acessível e didática e é ricamente ilustrado permitindo uma consulta simples e rápida. Ele apresenta 33 tabelas e 69 figuras e 800 referências bibliográficas, proporcionando material para o ensino tanto para generalistas como para especialistas em cursos de invertebrados marinhos.

        O livro pode ser considerado uma referencia básica e indispensável para estudantes, professores e pesquisadores e até por leigos interessados pelo tema e apresenta as informações sobre aspectos da biologia, ecologia e manejo do mexilhão e a importância ecológica e econômica que essa espécie alcançou ao longo da costa brasileira.

     Pesquisas são realizadas desde a década de 1960

        A produção de moluscos no Brasil é aproximadamente 15 mil toneladas por ano sendo que Santa Catarina é responsável por 95%. Nesse segmento, além do valor comercial, os mexilhões têm sido exaustivamente utilizados em estudos experimentais de fisiologia, bioquímica, genética, ecotoxicologia e cultivo. Trabalhos com esta espécie vêm sendo desenvolvidos desde a década de 1960, mas nenhum trabalho havia sido realizado para organizar todo o conhecimento gerado desde então.

     Mais informações: (47) 3341-7956, com Charrid Resgalla Junior, professor do CTTMar/Univali.