Workshop direciona ações para os mestrados em fase de elaboração da Unoesc.

    Características do Sistema de Avaliação da Capes foram apresentados visando o direcionamento dos programas “Desafios e perspectivas da pós-graduação em seu processo de interiorização – reduzindo as assimetrias” foi o tema do workshop realizado na última quarta-feira (25) na Unoesc Campus de Joaçaba.

     
                 Ampliar o debate e as ações que envolvem os programas de Mestrado em fase de elaboração da Unoesc entre eles os mestrados em Administração, Infraestrutura e Meio Ambiente, Ciências da Saúde e Biotecnologia, foi o objetivo principal do evento.


                 O workshop contou com a presença do professor Dr. João Luiz Becker (UFRGS) que palestrou sobre o Sistema de Avaliação da Capes, com ênfase para os novos projetos.
    CONTEXTO - O Vice-reitor Acadêmico, professor Luiz Carlos Lückmann abriu o evento contextualizando o Stricto Sensu em Santa Catarina e as ações desenvolvidas pela Unoesc visando à implantação de novos programas de mestrado. O Vice-reitor destaca que 80% da pós-graduação Stricto Sensu do estado concentra-se no litoral do estado, fato que traz como conseqüência, prejuízos e atrasos para as demais regiões.


                O Reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon, explanou sobre o papel da Instituição no desenvolvimento regional. Ele comparou a atual situação da pós-graduação em Santa Catarina com o contexto vivenciado na década de 60, quando alguns municípios iniciaram um movimento ruma à interiorização do ensino superior no estado por meio da criação de fundações educacionais.


                “Não acredito que se consiga fazer pesquisa sem a presença do stricto sensu. Não há como manter professores integrais que se envolvam em pesquisas sem programas de pós-graduação.” Ele afirma que trata-se de uma necessidade da Instituição e, principalmente, da região. “A Unoesc não é a salvação para o oeste, mas uma instituição importante, para propor soluções e trilhar novos caminhos junto com os órgãos públicos.”

    AVALIAÇÃO CAPES – O professor João Luiz Becker explica que o objetivo da avaliação não é de ranquear as instituições, mas de promover a pós-graduação com foco no desenvolvimento humano e cultural do país. “Trata-se de um processo para oferecer diretrizes e subsídios às autoridades visando o progresso da pós-graduação no país”, observa.

    Ele esclarece que a iniciativa de avançar o processo regrando exigências e padrões mínimos de cursos de pós-graduação para que as instituições possam gozar do status de universidade é uma medida de incentivo para o desenvolvimento institucional, regional e do país. “A capes é sensível e incentiva a formulação e apresentação de novos projetos”, completa.

    O Brasil possui, atualmente, mais de 2 mil cursos de pós-graduação stricto sensu em funcionamento. A avaliação é realizada trienalmente. O processo de aprovação de novos programas também envolve o contexto e a visão sistêmica com foco no desenvolvimento.
    Os procedimentos e competências para aprovar ou não um novo programa é determinado por um conselho estrutural e um colegiado de professores que relaciona conceitos a fim de fornecer subsídios para os pareceres dos processos que serão avaliados pelos coordenadores e seus pares. “É um sistema reconhecido mundialmente e também copiado por países desenvolvidos e em fase de desenvolvimento.”