Vice-governador visita as obras do Museu Regional do Norte de Minas.

    O vice-governador de Minas, professor Antonio Augusto Anastasia, visitará nesta quinta-feira, às 10 horas, as obras de restauração do “Casarão da Fafil” e de implantação do Museu Regional do Norte de Minas. Acompanhado pelo reitor da Universidade Estadual de Montes Claros, professor Paulo César Gonçalves de Almeida, vai conhecer de perto o projeto do museu regional, implantado pela Unimontes com recursos viabilizados junto a empresas, através da “Lei Rouanet”, com o apoio do Governo do Estado. A visita marcará, também, a abertura das comemorações dos 47 anos da Universidade (a serem completados em 24 de maio).

     

    Os serviços estão em fase final de acabamento e estão sendo executados sob a supervisão da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior do Norte de Minas (Fadenor). O empreendimento está orçado em R$ 1.077.674,66, sendo R$ 400 mil liberados através do programa ‘Cemig Cultural’, e outros R$ 677.674,66 disponibilizados pelo Instituto Oi Futuro, da empresa Telemar Norte Leste. As empresas fizeram doações com base na “Lei Rouanet”.

     

    “A visita do vice-governador Antonio Augusto Anastasia às obras de recuperação do Casarão da Fafil e de implantação do Museu Regional é altamente significativa para a Unimontes, pois, ele foi um dos principais responsáveis por essa importante conquista de Montes Claros e toda a região”, afirma o professor Paulo César de Almeida.

     

    Construído em 1889, o Casarão da Fafil passa por uma restauração completa. Entre outros serviços, já foram feitos o reforço da estrutura de madeira - com o uso de chapas de aço -, reformas do telhado, reboco, portas, janelas, pintura interna e externa, além da recuperação das partes elétrica e hidráulica. Houve, também, o assentamento do piso e forro de madeira. Ao todo, a edificação conta com 811 metros quadros de área construída, somando 50 janelas e 43 portas.

     

    Seguindo projeto arquitetônico desenvolvido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), estão sendo resgatadas as características do edifício da época de sua construção. Para isso, foi executada a recuperação das sacadas que existiam junto às janelas do segundo pavimento, viradas para a rua Coronel Celestino, que teriam sido retiradas no começo do século XX, quando o sobrado passou a sediar o Grupo Escolar Gonçalves Chaves.

     

    O Museu Regional vai reunir um grande acervo documental, fotográfico e material sobre a história do Norte de Minas, que está sendo catalogado pela Unimontes, por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão. O objetivo é que o museu sirva, também, como uma referência para pesquisas sobre o processo de ocupação e desenvolvimento dos municípios norte-mineiros, abrangendo várias áreas do conhecimento. O local contará, ainda, com diversos espaços temáticos.

     

    Atualmente, estão sendo elaborados os projetos museográfico e museológico, desenvolvidos pela Coordenadoria de Extensão Cultural, da Pró-Reitoria de Extensão. O objetivo é definir os espaços para a exposição, o material que deverá ser reunido, bem como a gestão educacional e as ações voltadas para o incentivo à pesquisa histórica.

     

    HISTÓRIA DO CASARÃO - Conforme registro do historiador Nelson Vianna, na obra “Efemérides Montes-clarenses”, o casarão da rua Coronel Celestino, 75, cuja construção teve início em 1886, foi inaugurado em 19 de janeiro de 1889, pelo coronel José Antônio Versiane. O prédio tem uma grande importância para o setor educacional da cidade, pois foi sede do primeiro grupo escolar, do primeiro estabelecimento de ensino médio (antigo segundo grau) e dos primeiros cursos superiores da cidade.

     

    Ainda de acordo com a pesquisa, o coronel José Antônio Versiane residiu pouco tempo no sobrado. Em 1896, o prédio foi alugado pelo Governo do Estado para abrigar a Escola Normal de Montes Claros. Em 1905, a Escola Normal foi fechada e se mudaram para o local os primeiros padres premonstratenses de Montes Claros.

     

    Em 1909, o prédio foi adquirido pelo município e oferecido ao Governo do Estado, a título de empréstimo, passando a abrigar o Grupo Escolar Gonçalves Chaves. Em 1915, voltou a ser sede da Escola Normal (atual Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro), que funcionou até 1938. Durante um ano (1946), funcionou no prédio também o Grupo Escolar Doutor Carlos Versiane. Logo em seguida, o sobrado sediou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER–MG).

     

    A Escola Normal foi restabelecida em 1949 e funcionou no antigo casarão até 1962, quando foi transferida para o seu atual prédio.

     

    Em 1966, o casarão passou a abrigar os cursos de Geografia, História, Letras e Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Norte de Minas (Fafil), que se desligava da Fundação Educacional Luiz de Paula (Felp) e era incorporada à então Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM) – atual Unimontes. No mesmo ano, também passou a funcionar no velho edifício a Faculdade de Direito do Norte de Minas (Fadir) que foi a primeira unidade vinculada à FUNM. A Fadir funcionou ali até 1978, quando foi transferida para o Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, passando a ocupar parte do prédio que já abrigava a Faculdade de Medicina. A transferência da Fafil para novo prédio no atual campus ocorreu no segundo semestre de 1992.