Universidades da ABRUEM aderem ao plano de formação de professores lançado pelo governo.

    Focado na melhoria da qualidade da educação pública, o governo federal lançou dia 28 de maio, em Brasília, um Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, visando capacitar e qualificar os professores em exercício de sua rede de ensino. De acordo com o Ministro da Educação Fernando Haddad, o objetivo do sistema é dar a todos os professores em exercício condições de obter um diploma específico na sua área de formação.

     

    Dos 1,8 milhões de profissionais em atividade, segundo dados do Censo de Educação de 2007, há 119 mil professores leigos com formação apenas de ensino médio, 127 mil docentes com nível superior, mas sem licenciatura, 136 mil professores do curso normal ou de magistério que podem lecionar até a 4ª série, mas que ensinam até a 8ª série do ensino fundamental, perfazendo um total de 382 mil docentes que precisam de imediata qualificação. A formação inicial abrange  professores que ainda não têm formação superior (primeira licenciatura); professores já formados mas que atuam em área diferente daquela em que se formaram (segunda licenciatura); e bacharéis sem licenciatura que necessitam de estudos complementares.

     

     O plano prevê também o envio de verbas complementares da União para os estados que não conseguirem pagar o valor integral do piso salarial dos professores de R$950 , através do Fundo da Educação Básica (Fundeb).

     

    Os cursos de formação terão um investimento de R$700 milhões até 2010 e de R$1,9 bilhões até 2014, que serão repassados pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) para as 90 instituições de ensino superior que aderiram ao plano (48 federais, 28 estaduais e 14 universidades comunitárias). Estas universidades parceiras, distribuídas em 21 estados brasileiros, oferecerão cursos na modalidade de ensino a distância e presencial, sem a necessidade dos professores passarem pelo tradicional vestibular. Serão feitas inscrições para a vaga pretendida através de um sistema informatizado que o MEC está criando, denominado Plataforma Paulo Freire.