Uenf, IFF e Cefet celebram a atuação conjunta na abertura de mostras científicas.

    A convergência entre as instituições públicas de ensino superior presentes no Norte Fluminense foi a tônica da abertura do Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica, realizado na tarde e noite desta segunda, 01/06, no Centro de Convenções da Uenf. O Congresso reúne o 14.º Encontro de Iniciação Científica da Uenf, o 6.º Circuito de Iniciação Científica do Instituto Federal Fluminense (IFF, antigo Cefet Campos) e a 2.ª Jornada de Iniciação Científica da UFF. No âmbito da Uenf, acontece simultaneamente a 9.ª Mostra de Pós-Graduação da Universidade.

     

    Para o reitor da Uenf, Almy Junior, a articulação das três instituições propicia "um dos momentos mais ricos da história da Uenf". Almy fez questão de ressaltar as contribuições históricas da UFF - presente em Campos (RJ) há 47 anos, sendo pioneira na implantação de um núcleo distante de sua sede - e do IFF, cuja história está chegando ao centenário neste ano de 2009.

     

    O diretor do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional da UFF, José Luís Vianna da Cruz, registrou não apenas a convergência entre as instituições públicas, mas também o papel da pesquisa na formação profissional e o desafio da contribuição das universidades para o desenvolvimento regional. José Luís citou particularmente o paradoxo da vinda de grandes investimentos para a região e a perspectiva do "desastre social, urbano e ambiental", que é preciso prevenir ou minorar.

     

    A reitora do IFF, Cibele Daher Botelho Monteiro, lembrou a tradição da antiga Escola Técnica Federal de Campos, posteriormente Cefet Campos, na área do ensino. Realçou o papel mais recente de atuar também na pesquisa e na extensão, numa experiência de união entre diferentes níveis de educação. Cibele também acentuou a importância da integração entre as instituições.

     

    Palestra - Na palestra de abertura da 9.ª Mostra de Pós-Graduação da Uenf, o pesquisador Wilson Savino, da Fiocruz, falou sobre a importância de uma política continuada de cooperação internacional na formação de jovens imunologistas do terceiro mundo. Temperando o relato com histórias pessoais, carregadas de afetividade e humanidade, Savino mostrou como a política governamental de aproximação com a América Latina e a África permitiu, do lado da oferta de financiamento, a realização de muitos projetos com países dessas duas regiões.

     

    - Mas é preciso ter professores e alunos capazes e dedicados, porque dinheiro só não basta - frisou.

     

    Embora tenha reservado a parte inicial de sua fala para compartilhar experiências de intercâmbio com a Europa, notadamente a França, Savino viu que na percepção do público sua história é a de alguém que se forma no Primeiro Mundo mas não dá as costas para o terceiro. Ele admitiu que, do lado ideológico, há muito mais realização em trabalhar com a América Latina e a África do que com a Europa, o que não significa "abrir mão de um micrômetro da qualidade". Ao final, houve a apresentação da orquestra sinfônica do Centro Cultura Musical de Campos.

     

    Programação - Nesta terça, 02/06, a programação começa às 9h15, no Centro de Convenções, com a palestra "A religião (e a irreligião) dos cientistas", com o professor Luís Carlos Petry, da PUC-SP. Em seguida, às 10h15, começa a mesa temática "Relações interinstitucionais", com as seguintes presenças: Maria Carmen Machado Arroio (Coordenação de Cooperação Multilareral do CNPq); Vania Paschoalin (Assessoria Científica da Faperj) e Arno Vogel (Assessoria de Relações Internacionais da Capes).