Trabalhos de alunos e professores do CESLAP serão apresentados em congresso.

    Entre os dias 10 e 13 de junho acontecerá em João Pessoa, o I Congresso Brasileiro de Educação Ambiental. Alunos e professores do Centro de Estudos Superiores de Lago da Pedra (CESLAP) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) conseguiram aprovação de 4 trabalhos, que serão apresentados durante o evento.

    Os temas vão de estudos acerca da percepção ambiental da Reserva Agostinho Romão – Lago da Pedra, ao diagnóstico de queimadas na reserva ambiental do Maracanã em São Luís. Os trabalhos estão sob a coordenação das professoras Janaína Dantas, Francisca Muniz e Alessandra Valverde, e contam com a participação de alunos bolsistas do Pibex.

     São eles: 1. A percepção ambiental da vegetação arbóreo-arbustiva por residentes do entorno da reserva Agostinho Romão, Lago da Pedra, Maranhão (Brasil); 2. Diagnóstico de queimadas na área de proteção ambiental do Maracanã, São Luís - Ma (Brasil); 3. Diagnóstico dos Histotécnicos dos Hospitais e Laboratórios de Anatomia Patológica do Município de São Luis – MA: os danos causados ao meio ambiente pelo Xilol; 4. Educação ambiental: diagnóstico e perspectivas dos alunos de ensino fundamental do município de Lago da Pedra - Ma (Brasil).

    De acordo com a professora Janaína Dantas, no Município de Lago da Pedra restam apenas resquícios de floresta que alguns fazendeiros não desmataram com intenção de preservação ou para utilizar a madeira para serviços da fazenda. “Na Reserva Santo Agostinho Romão, ainda existe aproximadamente 7 ha de mata e é nessa área que montamos o nosso projeto, pois ainda existe resquício de floresta com muitas árvores de grande porte e de valor econômico, como é o caso do Jucá, da Maçaranduba, do Pau Santo, do Ipê, entre outros”.

    A pesquisa não para por aí. A intenção é continuar estudando as reservas e se aproximar mais de alunos do ensino médio para um projeto de extensão. Depois da identificação herbária, professores e alunos pensarão em uma cartilha educativa com todas as espécies identificadas a fim de distribuir nas escolas. Além disso, eles pretendem promover palestras no Centro do Agostinho (comunidade próxima à reserva) para esclarecer a população.

    A globalização e o uso desordenado do meio ambiente estão criando uma nova preocupação mundial. “É muito importante que possamos realizar um trabalho de educação ambiental sobre a vegetação arbóreo-arbustiva ainda existente nas reservas Agostinho Romão e Maracanã. Este estudo é de fundamental importância para o estado”, explica a professora.