Comitiva da ABRUEM encerra com sucesso viagem à Itália com visita a Università deli Studi di Milano.


    Conhecer as estruturas das universidades, suas avançadas tecnologias, e trocar informações para a realização de parcerias e assinaturas de convênios que somarão benefícios em prol das instituições de ensino superior do Brasil e da Itália foram os principais objetivos da viagem da comitiva da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). A viagem de caráter técnico institucional propiciou conhecer o contexto das renomadas universidades italianas, algumas dentre as mais antigas do mundo, além reportar ao conhecimento da história do homem. A viagem dos reitores, vice-reitores e professores  iniciou no dia 22 de junho, com a recepção oferecida pelo embaixador brasileiro na Itália, José Viegas Filho, na embaixada em Roma.

    Ao longo de duas semanas, a delegação percorreu as cidades de Roma, Florença, Bolonha, Pisa, Turim e Milão. Em Roma, conhecida como a cidade Eterna por sua história milenar, os representantes da ABRUEM visitaram as universidades de La Sapienza, Tor Vergata, Roma Tre e Roma Foro Itálico. Florença, cidade guardiã de um importante legado em obras de arte, recebeu a delegação da ABRUEM nas universidades de Tuscia e Firenze. Tradicionalmente a cidade dos saberes, Bolonha abriga a universidade do mesmo nome, com nove séculos de existência, visitada pelos reitores brasileiros. Pisa, famosa como sede universitária e Turim, a maior cidade da região de Piemontes e responsável pela guarda do Santo Sudário, foram anfitriãs na visita da comitiva do Brasil às universidades de Pisa e Politécnico de Turim.

    Os reitores da ABRUEM finalizam a viagem de duas semanas à Itália, na cidade de Milão, considerada economicamente a mais desenvolvida do país, com uma visita nesta sexta-feira (3), pela manhã, ao campus Leonardo, do Instituto Politécnico de Milão (Istituto Politécnico di Milano) e a tarde, à Universidade de Milão. No sábado (4), a comitiva brasileira visitará o Laboratório di Design e galleria del vento, no campus Bovisa.

    Criado em 1863, o Politécnico de Milão é o maior instituto de pesquisa de Bioengenharia da Europa. Desenvolve estudos nas áreas de bioimagem, técnicas para diagnóstico precoce de surdez, modelos digitais do sistema arteriovenoso (que darão base para a criação de um coração artificial) e outras inúmeras pesquisas fundamentadas pela Bioengenharia. Possui 10.187 alunos de Arquitetura, 4.630 de Desing e 23.216 estudantes nas diversas Engenharias. Além de dois campus em Milão, possui campus nas cidades de Como, Lecco, Cremona, Pianceza e Mantova.

     Os cursos do Politécnico de Milão estão direcionados à vocação de cada cidade-região de seus campus e, associados às indústrias da região. De acordo com a Association For Computing Machinery (ACM), o Instituto Politècnico de Milão é a primeira universidade da Europa e a oitava do mundo na área de Engenharia de Desenvolvimento de Software. A Associação para Máquinas de Computação (ACM) é uma sociedade científica e educacional criada em 1947, dedicada à computação. A escola de Desing, fundada em 1999, também está cotada entre as melhores da Europa, com cursos de graduação, mestrado e doutorado em todas as áreas.

    O pró-reitor de Relações Internacionais do Politécnico, Giancarlo Spinelli, e os representantes das faculdades da instituição receberam os membros da delegação e  apresentaram os cursos da Língua Italiana de curta duração gratuitos (Italian Language Courses for Exchange Students), da instituição, que favorecem os alunos estrangeiros. Os cursos variam de um a quatro meses de duração, dependendo da cidade.

    O Cônsul do Brasil em Milão, Luiz Henrique Pereira da Fonseca acompanhou a comitiva brasileira na visita ao Politécnico e destacou a importância da visita à Itália, que vai ampliar significativamente o intercambio com as universidades italianas, pela credibilidade acadêmica que as universidades brasileiras tem hoje na Itália e toda a Europa.

     

    Universidade de Milão

      A última visita da delegação da ABRUEM às universidades italianas aconteceu à tarde, privilegiando a Universidade de Milão (Università degli Studi di Milano). O reitor Enrico Decleva (presidente do Conselho  dos Reitores das Universidades Italianas – CRUI), o pró-reitor de Pesquisa e Transferência Tecnológica, Gianpiero Sironi e os diretores das nove faculdades da universidade receberam os membros da comitiva na Sala de Aula Magna da Reitoria.

     A Universidade de Milão foi fundada em 1923, na cidade de Milão, capital da Lombardia, iniciando as suas atividades com 1419 estudantes. Hoje conta com 60 mil alunos, sendo 1.800 estudantes estrangeiros e tem cerca de 2.500 pessoas nas áreas de ensino e investigação. A instituição oferece 134 cursos de graduação, 19 mestrados, 20 doutorados de excelência em diversas áreas do conhecimento.

    Os professores brasileiros e italianos ressaltaram as áreas de excelência de suas instituições e o mútuo interesse no acordo de cooperação internacional para o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes do Brasil e Itália.

    Os diretores da instituição, principalmente das faculdades de Direito, Medicina e Odontologia, Ciências Agrárias e Medicina Veterinária, manifestaram grande interesse no intercambio com as universidades estaduais brasileiras na pesquisa e da pós-graduação em nível de doutorado. De acordo com o presidente da ABRUEM, reitor João Carlos Gomes, os professores italianos reconhecem o Brasil como um grande e importante parceiro na área acadêmica universitária.

    O reitor Enrico Decleva destacou que o encontro abriu uma grande expectativa para intercâmbios e a mobilidade acadêmica de alunos e professores, pois tem uma visão do Brasil, assim como Índia e China, de países em grande desenvolvimento econômico, cientifico e cultural.

    Segundo o presidente João Carlos Gomes, a viagem teve um saldo bastante positivo, com a assinatura do convênio com a Universidade Roma Tre e o estabelecimento dos primeiros contatos para parcerias e acordos de cooperação com as demais universidades visitadas. Embora não existam empecilhos para as universidades brasileiras assinarem os acordos, no âmbito das instituições italianas, há um trâmite interno burocrático que determina que o acordo seja aprovado por um conselho superior para depois ser assinado pelo representante legal da universidade.