Seminário debaterá inovações tecnológicas do milho safrinha


      

    Promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e realizado pela Fesurv-Universidade de Rio Verde, com organização da F&B Eventos e Comunicação, o X Seminário Nacional de Milho Safrinha destaca-se pela busca permanente por novos e eficientes caminhos para o cultivo do milho safrinha no país, reunindo profissionais para discutir e divulgar informações e tecnologias nas diferentes regiões produtoras de grãos. O evento será realizado de 24 a 26 de novembro no Clube Dona Gercina, em Rio Verde (GO).

     

    Presidente da comissão organizadora do evento e professor da Faculdade de Agronomia da Fesurv, Alessandro Guerra da Silva lembra que o Seminário, que acontece bienalmente, é considerado referência na divulgação de inovações tecnológicas da cultura do milho safrinha. Na entrevista a seguir, ele fala sobre as novidades desta edição e a importância da discussão sobre os fatores inerentes à cultura.

     

    Professor, quais os principais assuntos a serem discutidos na décima edição do Seminário Nacional de Milho Safrinha?

     

    Alessandro Guerra - Nessa edição serão abordados os principais segmentos da produção do milho safrinha no país na forma de palestras, painéis e apresentação de trabalhos científicos. Serão discutidos assuntos como o mercado do milho safrinha, os sistemas de produção nos estados, a influência do clima na implantação da cultura, o manejo do solo enfocando a parte física e química, o armazenamento do milho safrinha e a certificação de unidades armazenadoras, o controle químico de plantas daninhas, o manejo de doenças na cultura e o uso da tecnologia do milho Bt na safrinha. Nossa expectativa é que esse evento possa contribuir, de maneira expressiva, para o aprimoramento das principais práticas de manejo da cultura no país.

     

    Que fatores contribuíram para o aumento do consumo de milho e o que isso representa para os produtores rurais?

     

    Alessandro Guerra - A diminuição nos estoques e o aumento da importação de grãos de milho pelos países asiáticos, principalmente a China, aliado ao uso do milho para produção de etanol nos Estados Unidos, fez com que houvesse aumento no consumo dos grãos, impactando o mercado interno americano e ao mesmo tempo reduzindo as quantidades destinadas à exportação. Isto possibilitou o incremento do mercado brasileiro de milho, seja para o consumo interno ou para a exportação dos grãos, gerando assim melhor remuneração do produtor rural.

     

    Qual a realidade dessa cultura no país?

     

    Alessandro Guerra - No Brasil, a maior parte da produção de milho é destinada as indústrias de ração, que em virtude do aumento das exportações de carnes vem demandando gradativamente maiores quantidades de milho. Em áreas de cultivo de soja, o milho safrinha se destaca como excelente alternativa de cultivo, principalmente quando o objetivo é a maximização do lucro do produtor rural. Na última safra (2007/08) o cultivo de milho safrinha representou 31% do milho cultivado no país, sendo que em Goiás esse valor é de, aproximadamente, 28% (safra 2007/2008).

     

    Quando a modalidade de cultivo de milho safrinha teve início no Brasil?

     

    Alessandro Guerra – No início da década de 80. Mas foi a partir do início da década de 90 que o milho safrinha apresentou maior expansão. Este fato pode ser atribuído a evolução da pesquisa em desenvolver novas tecnologias para produção de grãos no período de outono-inverno e na adaptação e transferência de novas tecnologias ao produtor rural.

     

    Em Goiás, nos últimos anos, a cultura do milho safrinha vem aumentando cada vez mais, porém o principal desafio dos técnicos e agricultores foi superar os baixos rendimentos e preços prevalecentes nesta época de cultivo. Para comprovar esta evolução, o rendimento da cultura passou de 2.780 kg ha-1 em 1991, para 4.171 kg ha-1 em 2008, segundo dados do levantamento da CONAB (2008).

     

    O Seminário será então uma excelente oportunidade para discutir melhor as possibilidades oferecidas por essa cultura...

     

    Alessandro Guerra - No sudoeste do Estado de Goiás são realizadas várias atividades de difusão de tecnologias que auxiliam os produtores, agrônomos e técnicos agrícolas a tomarem decisões visando o aumento da rentabilidade do milho safrinha. Neste contexto, o X Seminário Nacional de Milho Safrinha se destaca como um dos principais fóruns para realização de discussão entre os profissionais da área, promovendo debates sobre problemas e dificuldades técnicas, econômicas e políticas inerentes a cultura. Os anais a serem elaborados a partir das informações apresentadas no evento poderão ser amplamente utilizados pela comunidade científica e nos diferentes segmentos que compõem a cadeia produtiva do milho safrinha, tornando referência fundamental de consulta bibliográfica.

     

    No endereço eletrônico www.milhosafrinha.com.br está disponível a programação do evento. No site os interessados em participar encontrarão mais informações, que também podem ser obtidas pelo e-mail milhosafrinha@fbeventos.com ou pelos fones/fax (43) 3025-5223 ou (43) 3025-5121.