Presidente da ABRUEM participa da abertura da convenção ambiental portuária da OEA.

    Problemas ambientais como a mudança climática que eleva o nível dos oceanos, ameaçando a existência de vários portos levou a Organização dos Estados Americanos (OEA) a promover no período de 21 a 24 de julho, a 1ª Convenção Hemisférica de Proteção Ambiental Portuária, no Centro de Eventos Mabu Thermas & Resort, na cidade de Foz do Iguaçu. O evento, através da Comissão Interamericana de Portos (CIP), teve como organizador a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa),anfitriã do evento em conjunto com a Secretaria Especial de Portos (SEP) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

     

    O encontro buscou conscientizar o setor portuário sobre a importância da preservação ambiental através de uma política de cooperação voltada para a gestão sustentável e promover o intercâmbio de informações e tecnologias sobre diferentes aspectos da proteção ambiental portuária no hemisfério americano.

     

    O presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), reitor João Carlos Gomes, participou quarta-feira (22) da abertura da Conferência Magna do evento que reuniu representantes dos 34 países membros ligados à OEA. O ambientalista e oceanógrafo francês Jean-Michel Cousteau, filho de Jack Cousteau, um dos maiores ativistas ambientais, proferiu palestra sobre a preservação dos oceanos e o trabalho realizado na Ocean Futures Society, uma entidade fundada e presidida por ele há dez anos. O reitor João Calos Gomes ressaltou a importância do evento que busca não apenas conscientizar os portuários, mas a população de um modo geral, para os graves problemas que afetam o meio ambiente. “A convenção proporcionou uma maior reflexão sobre os problemas ambientais e mostrou a necessidade de se implementar ações que contribuam para a proteção do meio ambiente nas áreas portuárias. A busca de soluções efetivas para os problemas ambientais que afligem a humanidade é fundamental para uma melhor qualidade de vida no planeta”, enfatizou.

     

    Na terça-feira (21), a organização do evento fez o credenciamento dos participantes para a convenção, que teve como tema central o meio ambiente, incluindo nos espaços de debates da quarta-feira, assuntos como “Licenciamento Ambiental Portuário, sistema de gestão e certificação ambiental portuária”, “Gestão de resíduos, efluentes portuários, zoonoses, contaminação atmosférica, sonora e visual”, “Plano de emergência e contingência para desastres ambientais”, e “Meio ambiente: desenvolvimento sustentável e desenvolvimento portuário”. Na quinta-feira (23), discutiu temas como “Portos e comunidades: ações e integração”, “Dragagens: impactos, custos e adequação às zonas portuárias”, “Experiências ambientais portuárias inovadoras”, “Cooperação internacional de proteção ambiental portuária”, e “Os desafios da mudança climática global para a economia mundial e o impacto na indústria portuária”. O evento encerrou a programação na sexta-feira (24), com os projetos ambientais de Itaipu – “Mexilhão Dourado”, “Piracema”, e “Água Boa”.

         
                 A 1ª Convenção Hemisférica de Proteção Ambiental Portuária visa servir de foro internacional permanente das maiores autoridades nacionais e internacionais em matéria portuária. O evento também contou com a presença do governador do Paraná, Roberto Requião, o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald, o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, os reitores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Décio Sperandio e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Alcebíades Luiz Orlando, além de outras autoridades.

     

      Durante a convenção, foram realizados outros dois eventos paralelos: o “ Seminário de Sustentabilidade e Potencialidades em Comércio Exterior”, que abordou assuntos como a Agenda 21 empresarial, a importância da sustentabilidade como diferencial competitivo nas exportações e debates sobre os mercados da China, Rússia, África do Sul e Itália. E também o “Simpósio de Logística Portuária e Meio Ambiente”, voltado principalmente a estudantes universitários, com discussões sobre a importância regional dos portos paranaenses no desenvolvimento do Estado, a gestão integrada de bacias costeiras, reciclagem de resíduos, planos de contingência para acidentes com petroquímicos e a responsabilidade sócio ambiental das organizações portuárias.